Paulo Portas aconselha PS a não ‘esticar’ “ruptura definitiva” com Governo
O ministro dos Negócios Estrangeiros aconselhou o PS a não levar longe demais a ideia de “ruptura definitiva” com o Governo, considerando que Portugal merece outra “atitude e grandeza” dadas as circunstâncias difíceis.
No encerramento do debate da moção de censura ao Governo, coube ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros falar em nome do Governo, centrando a sua intervenção nas “cinco fragilidades” que considera que o documento dos socialistas apresenta.
Uma das fragilidades apontadas por Paulo Portas foi a argumentação utilizada pelo Governo de falar frequentemente em “ruptura definitiva com o Governo” ao cabo de menos de dois anos de uma legislatura que tem quatro anos.
“O que ganha o País com este nível de crispação política”, questionou, interrogando sobre que imagem Portugal passaria a dispor se não existissem no país “margens mínimas de consenso político do arco da governabilidade”.
“Vale a pena não levar longe de mais esta ideia da ruptura definitiva quando Portugal ainda está sob protectorado. Precisamos mais de consenso do que divisão, precisamos mais de soluções do que de moções”, defendeu Paulo Portas.




