Ministro da Educação, Nuno Crato “não relaciona” demissão de Relvas com relatório da licenciatura
O ministro da Educação, Nuno Crato, recusou-se, esta quinta-feira, a estabelecer uma relação entre a demissão do ministro Miguel Relvas e o relatório sobre a sua licenciatura, que o ministério da Educação vai enviar para o Ministério Público.“Não faço relação nenhuma”, respondeu Nuno Crato, em declarações à RTP, quando questionado sobre a relação, que tem sido apontada em várias frentes, entre a demissão do ministro Miguel Relvas e o relatório sobre a sua licenciatura na Universidade Lusófona.
O ministro da Educação confirmou que o relatório da Inspecção-geral da Educação, que envolve a licenciatura de Miguel Relvas, “segue para o Ministério Público junto do tribunal administrativo”.
Questionado sobre a demora na divulgação do relatório, Nuno Crato respondeu que “foram dois meses para a análise pela Inspecção e depois para análise nos nossos gabinetes”. “São assuntos muito sérios. O que está em causa é a dignidade e seriedade da Universidade portuguesa. Está em causa a qualidade do Ensino Superior”, argumentou também o ministro para justificar a demora, adiantando que num dos relatórios estavam a ser avaliados cerca de 400 casos.
Num comunicado divulgado hoje, o ministério liderado por Nuno Crato refere que, de acordo com a Inspecção-geral de Educação e Ciência, existe “prova documental de que uma classificação de um aluno não resultou, como devia, da realização de exame escrito”.




