Fim da carreira aérea entre Trás-os-Montes e Lisboa justificada com auto-estrada
O secretário de Estado adjunto da Economia afirmou em Bragança que a construção da Auto-estrada Transmontana é a razão que obriga a procurar um novo modelo de financiamento para a carreira aérea entre Trás-os-Montes e Lisboa.
Almeida Henriques justificou que o subsídio de 2,5 milhões de euros para os voos, que se realizaram ininterruptamente nos últimos 15 anos, estava “alicerçado na inexistência de auto-estrada” nesta região.
A auto-estrada começou a ser construída há quatro anos e ainda não está concluída, porém a ligação aérea foi interrompida há quatro meses com a alegação de que Bruxelas não aceitava o modelo de financiamento.
O Governo prometeu que os voos seriam retomados até ao final de Março e, expirado o prazo, os autarcas do Distrito de Bragança reuniram-se, quarta-feira, para reclamar que seja esclarecido inequivocamente se a ligação vai ser ou não retomada.
O secretário de Estado adjunto da Economia deslocou-se hoje a Bragança para apresentar o programa “Valorizar”, de incentivo ao Interior do país, e disse ter falado antes com o colega dos Transportes para fazer e transmitir localmente um ponto da situação sobre a carreira aérea.
“O ponto de situação que ele me fez hoje de manhã é que efectivamente este é um compromisso firme do Governo, quer do secretário de Estado quer do primeiro-ministro”, afirmou.
O governante explicou ao jornalistas que a questão está a ser tratada com Bruxelas e que “é preciso encontrar uma nova fundamentação” para manter o apoio a este transporte.
“A questão dos transportes aéreos foi alicerçada na argumentação da inexistência da própria auto-estrada transmontana. Obviamente que agora é preciso encontrar uma fundamentação para a manutenção dessa subsidiação”, adiantou.
Segundo disse, o financiamento “passará a ser numa lógica idêntica à que existe para os Açores e para a Madeira, isto é a subsidiação do bilhete e não tanto a fórmula existente”.
Almeida Henriques reiterou que o compromisso do Governo relativamente a esta matéria “é firme”, mas relativamente á solução para a ligação disse apenas que “mais dia, menos dia estará construída”.
“O assunto será resolvido a curto prazo”, declarou.




