Obama apresenta hoje “duras reformas” nos EUA

ObamaO Presidente norte-americano, Barack Obama, apresenta esta quarta-feira um projecto de orçamento que está a gerar controvérsia, tanto na ala dos seus apoiantes, incluindo os sindicatos, como na facção republicana.

Obrigado a ceder terreno aos republicanos, Obama já reconheceu publicamente que o projecto de orçamento integra “duras reformas” e não é um “plano ideal”, assegurando, no entanto, que vai proteger os programas sociais e reduzir o défice.

A ala republicana critica o projecto porque considera que os cortes são insuficientes, enquanto alguns dos reconhecidos aliados de Obama, como a influente central sindical AFL-CIO (composta por cerca de 50 federações nacionais e internacionais de sindicatos dos Estados Unidos), lamentam que os sacrifícios sejam pedidos mais uma vez aos trabalhadores e não aos mais ricos.

Num discurso radiofónico, transmitido no sábado, o Presidente norte-americano indicou que está disposto a abordar “duras reformas para garantir o futuro do Medicare”, um programa de cuidados de saúde para idosos. Os republicanos defendem uma profunda reforma deste programa, medida que é encarada com resistência por parte dos democratas.

“Apesar de não ser um meu plano ideal para reduzir o défice, é um compromisso que estou disposto a aceitar”, disse Obama, na mesma intervenção.

Para o governante norte-americano, um acordo entre os dois partidos é fundamental para evitar o prolongamento de soluções de curto prazo impostas por um Congresso dividido entre democratas e republicanos, clima que está a aumentar as incertezas sobre o rumo da primeira economia mundial. 

Mesmo assim, Barack Obama afirmou que o plano orçamental será coerente com a sua intenção de realizar uma reforma fiscal que elimine deduções de altos rendimentos de forma a evitar “que um bilionário pague uma taxa de imposto mais baixa do que a sua secretária”.

A proposta de Obama inclui um crescimento mais lento dos programas sociais direccionados para os mais pobres, veteranos de guerra e idosos, mas também exige uma maior pressão fiscal sobre os mais ricos, algo que os republicanos pretendem evitar.

Os cortes na despesa e o aumento das receitas através de impostos vão permitir a Washington realizar uma redução do défice em 1,8 biliões de dólares em dez anos.

“O meu orçamento vai reduzir o défice sem ter de recorrer a cortes irresponsáveis, sem direcção, afectando estudantes, reformados e famílias da classe média”, assegurou Obama, que adiantou, no mesmo discurso radiofónico, que a sua proposta orçamental será “equilibrada”.

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