Ensino: Escolas portuguesas passam em exame com distinção
A maioria das escolas avaliadas pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) no ano lectivo de 2011-2012 obteve classificações de Muito Bom e Bom em domínios como liderança e gestão, resultados ou prestação do serviço educativo.
Os resultados constam do relatório ‘Avaliação Externa das Escolas 2011-2012’, publicado na página na Internet da IGEC.
A avaliação divide-se em três domínios principais – resultados, liderança e gestão e prestação do serviço educativo – que por sua vez se subdividem em categorias, analisadas do ponto de vista dos seus pontos fortes e de áreas de melhoria, sendo que apenas na subcategoria de liderança há uma clara superioridade dos pontos fortes relativamente às áreas de melhoria.
De acordo com as conclusões apresentadas no documento, o domínio de liderança e gestão é o único em que foram atribuídas classificações de Excelente (a 0,9% das escolas). Neste domínio, 51,1% das escolas avaliadas obtiveram a classificação de Muito Bom.
Quanto à prestação do serviço educativo, a IGEC destaca que é a área com segunda atribuição de classificações mais elevadas, com um terço das escolas (34,7%) avaliadas com Muito Bom e mais de metade (59,7%) com Bom.
Nos resultados, a grande maioria das escolas avaliadas (61,7%) obteve a classificação de Bom, e 23,4% foram classificadas com Muito Bom. Este domínio foi o único a registar classificação negativa, com 0,4% das escolas a obterem Insuficiente.
A visão estratégica e fomento do sentido de pertença/identificação com a escola, o desenvolvimento de projectos, parcerias e soluções inovadoras, e a prevenção da desistência e do abandono são as três áreas mais referidas como pontos fortes das escolas na avaliação realizada pela IGEC.
Quanto aos pontos negativos, ou áreas de melhoria mais identificadas por este relatório, destacam-se o acompanhamento e supervisão da prática lectiva, a gestão articulada do currículo.
Desta selecção resultou uma análise de 1015 estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, com uma incidência de distribuição percentual pelo território a rondar os 20% em cada uma das regiões (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo e Algarve).




