“Economia vai continuar a patinar sem competitividade”
O economista Vítor Bento acredita que a competitividade é a chave-de-ouro para a saída da crise e alerta que sem a restaurar “ a economia continuará a patinar”. Num artigo de opinião do Diário Económico, o conselheiro de Estado lamenta que alguns prefiram “enterrar a cabeça na areia” mas deixa o aviso: “podem ignorar o problema, culpar os outros, exigir negociações, que ele não se resolve por si. Não se queixem é que não há crescimento”.
A falta de competitividade e a ausência de políticas que a promovam é, para Vítor Bento, a grande culpada da situação actual. Apesar disso, a opinião dominante do País “ainda não percebeu, ou, mais provavelmente, não quer perceber a natureza do nosso problema económico”, acrescenta o economista.
Na opinião do conselheiro de Estado, sem restaurar a competitividade à economia nacional, que “nunca, pelo menos desde a II Guerra Mundial, foi suficiente competitiva para equilibrar a balança de bens e serviços”, a situação “continuará a patinar”. Vítor Bento escreve que “podem ignorar o problema, culpar os outros, exigir negociações, que ele não se resolve por si. Não se queixem é que não há crescimento”.
Vítor Bento defende que “no curto prazo, não há forma de conseguir esse objectivo que não seja pela redução dos preços de venda e, consequentemente, do custo dos recursos nacionais utilizados na produção. É isso que a desvalorização faz! A um prazo mais longo, devem funcionar as reformas estruturais”.
Sobre a opinião dominante, o conselheiro de Estado acusa-a de preferir “ignorar olimpicamente o assunto” ou, continua Vítor Bento, “quando se dispõe a, relutantemente, reconhecer que pode aí haver problema, o mais que concede é que a competitividade se adquire com um conjunto de ideias vagas, como marketing, estratégia, novos mercados, etc., que a curto prazo têm um efeito igual ou próximo do zero”.




