África diz à zona euro que tem de “trabalhar mais e mais depressa”

NaomOs ministros africanos das Finanças disseram aos seus homólogos europeus, na sequência de um conjunto de reuniões este fim-de-semana, que devem trabalhar mais e mais depressa para estimular as suas economias e evitar uma crise prolongada que pode minar o forte crescimento dos países em desenvolvimento.

“Temos de insistir que os nossos parceiros em outras zonas do mundo têm de trabalhar mais de mais depressa”, afirmou o ministro das Finanças nigeriano Ngozi Okonjo-Iweala, numa conferência de líderes mundiais este fim-de-semana, organizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), liderado por Christine Lagarde (na foto ao centro), e pelo Banco Mundial.

“Estamos preocupados”, frisou o ministro nigeriano, citado pela CNBC, acrescentando que “se continuamos a assistir a um fraco crescimento na zona euro, que constitui um grande mercado para muitos países africanos, e isto se associar a um abrandamento das economias emergentes, então vamos ficar mais vulneráveis”.

Apesar do abrandamento global em 2012, a maioria das economias africanas cresceu quase 6%, impulsionadas pela forte procura interna e pela subida dos preços das matérias-primas.

Contudo, de acordo com dados do Banco Mundial divulgados na semana passada, a maioria dos países mais pobres do Mundo estão agora concentrados no continente africano apesar do crescimento económico registado.

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