Guardas prisionais avançam com vigília e novos períodos de greve

Guarda PrisionalA greve dos guardas prisionais terminou dia 11 de Maio às 17:00, mas já estão marcadas novas ações de luta, nomeadamente, uma vigília em frente ao Ministério da Justiça e duas novas greves em maio e junho, revelou o dirigente sindical Jorge Alves.

“Por força do impasse existente em torno do processo de definição do estatuto profissional dos guardas prisionais, marcámos uma vigília para a próxima quinta-feira (dia 16 de maio) junto ao Ministério da Justiça e dois novos períodos de greve para maio e junho”, avançou Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

Em declarações à agência Lusa, o sindicalista especificou que o primeiro período de greve decorrerá entre 21 de maio e 01 de junho e o segundo, cujo pré-aviso também já foi entregue, para a semana que vai de 03 a 08 de junho.

Os dois novos períodos de greve agendados pela entidade sindical do setor somam-se aos dois períodos de greve que foram cumpridos entre 24 e 30 de abril e entre 06 e 11 de maio.

Sobre a vigília em frente ao Ministério da Justiça, em Lisboa, Jorge Alves diz que entidade sindical espera “uma grande adesão” de guardas prisionais, acrescentando que “já está assegurada a vinda de quatro ou cinco autocarros da região norte” do país.

Quanto à greve parcial iniciada a 06 de maio e que hoje acabou, o responsável realçou que a mesma “excedeu todas as expectativas”.

Segundo Jorge Alves, a adesão roçou os 100%, tendo-se situado a taxa mais baixa de adesão nos 92% num dos dias, o que prova que “os guardas prisionais disseram presente na altura certa”.

O líder sindical explicou que o impasse que se vive em torno do processo da definição do estatuto profissional da classe se deve, em boa parte, “ao clima de ameaça e pressão” imposto pelo ministério tutelado por Paula Teixeira da Cruz.

“O Ministério da Justiça insiste que só negoceia connosco se desconvocarmos a greve”, referiu, considerando que “há falta de vontade” da entidade em resolver a questão dentro dos prazos que tinham sido acordados com o SNCGP.

“As negociações deviam ter ficado concluídas em março. Depois, o prazo passou para agosto e, agora, o chefe de gabinete da senhora ministra mandou-nos uma carta a apontar para que a conclusão do processo ocorra no final de setembro. Estamos indignados e receosos que o processo se continue a arrastar”, salientou à Lusa Jorge Alves.

De acordo com a mesma fonte, o Ministério da Justiça informou recentemente o sindicato dos guardas prisionais que quer envolver nas negociações a Secretaria de Estado da Administração Pública, o que, no entender de Jorge Alves, poderá comprometer em definitivo os prazos que tinham sido negociados entre o SNCGP e a tutela.

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