“Greve é inevitável” se o Ministério da Educação não ceder
Fenprof exige “processo negocial efectivo onde se garanta que a educação não terá mais cortes no funcionamento das escolas”.
Se o Ministério da Educação não recuar nas medidas previstas para o sector a greve “é inevitável”, afirma o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
Mário Nogueira considera que cabe ao ministro da Educação, Nuno Crato, dar os passos para a desconvocação da greve.
“O Ministério da Educação quer despedir as pessoas, quer cortar mais na educação e atirar [professores] para a mobilidade especial e aumentar os horários de trabalho. Se é isso que quer e não tem margem para negociar isso, pois, a greve é inevitável”, adverte o sindicalista.
A Fenprof exige um “processo negocial efectivo onde se garanta que a educação não terá mais cortes no funcionamento das escolas”.
A Federação Nacional dos Professores também rejeita cortes na acção social escolar, o envio de docentes para a mobilidade especial e o despedimento de professores contratados.
Mário Nogueira reagia às declarações desta segunda-feira manhã do ministro da Educação, em Macedo de Cavaleiros. Nuno Crato mostrou surpresa com a convocação da greve e manifestou que os alunos não podem, de modo algum, ser prejudicados nos exames nacionais.
A greve de professores foi marcada para dia 17 de Junho. A paralisação convocada por nove estruturas que representam os docentes coincide com a realização da prova de português dos exames nacionais do secundário.




