Governo desiste de contrato de informática de meio milhão de euros

Informatica Ministério JustiçaGabinete da ministra Paula Teixeira da Cruz optou por instalar um “software” desenvolvido por uma equipa interna do Ministério da Justiça.

O Ministério da Justiça desistiu do projecto da empresa Critical Software, a quem pagou meio milhão de euros, para criar mais funcionalidades e tornar mais seguro o sistema informático dos tribunais.

A empresa Critical Software tinha sido contratada pelo anterior Governo, em meados de 2010, mas o acordo, por ajuste directo, não foi cumprido e o Ministério da Justiça optou pelo trabalho desenvolvido por uma equipa interna, que se demitiu no início do ano.

“A empresa Critical não teve qualquer participação neste projecto”, garante o Ministério da Justiça, que, desde terça-feira, optou pela instalação em todos os tribunais de uma versão com novas funcionalidades e melhorada, ao nível da segurança e do desempenho, pela equipa de Coimbra.

Segundo o Ministério da Justiça, após “análise técnica”, esta versão, que foi desenvolvida “com recursos internos do Ministério da Justiça”, permite “suportar o novo Código de Processo Civil”.

A análise técnica corroborou as conclusões de uma anterior que o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ), extinto em 2012, já tinha apresentado à tutela em 2011. O relatório do então ITIJ considerava que a proposta da empresa não acrescentava a funcionalidade e a segurança desejáveis e mantinha algumas das suas fragilidades.

A Lusa questionou o Ministério da Justiça sobre a adjudicação do contrato com a Critical Software, designadamente para perceber para que serviria, mas até ao momento não obteve qualquer esclarecimento.

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