Francisco Louçã: “Nunca houve tanta diferença entre o que nos é dito e a realidade”

Francisco LouçãO ex-coordenador do Bloco de Esquerda disse no seu habitual comentário na televisão que considera uma “surpresa” o primeiro-ministro ter admitido hoje uma eventual segunda versão do orçamento rectificativo. Para Francisco Louçã esta é uma prova de que existe “inconsistência política e dificuldades técnicas” e sublinhou que “nunca houve tanta diferença entre o que nos é dito que vai acontecer e a realidade que as pessoas estão a viver”.

“Uma das surpresas do dia foi o facto de Pedro Passos Coelho admitir que pode haver outro orçamento rectificativo”, começou por dizer Francisco Louçã no seu comentário.

Para o antigo coordenador do Bloco de Esquerda esta afirmação do primeiro-ministro demonstra que há uma “inconsistência política e dificuldades técnicas”. Francisco Louçã fez uso de um gráfico para mostrar que este ano vamos atingir os níveis de investimento público de 1991: “Recuámos 22 anos no investimento”. Isto a propósito das afirmações da última semana em que Passos Coelho e Vítor Gaspar asseguraram ser este “o momento do investimento”.

Francisco Louçã demonstrou ainda que não foi só no investimento público que Portugal recuou no tempo. Também no desemprego a situação é preocupante pois, tal como disse, o País recuou 25 anos no que aos empregos disponíveis diz respeito. “No final deste ano, o desemprego estará ao nível de 1988, isto é, de há 25 anos atrás, o que é uma geração inteira”.

“Nunca houve tanta diferença entre o que nos é dito que vai acontecer e a realidade que as pessoas estão a viver”, concluiu Louçã referindo-se às previsões de crescimento anunciadas pelo Governo em 2011 e que não se concretizaram este ano como havia sido dito.

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