África do Sul: Sul-africanos rezam por Mandela
Depois de ter sido novamente internado, muitos sul-africanos aproveitaram para rezarem pela vida do herói do Apartheid, Nelson Mandela, de 94 anos, cujo estado de saúde é “grave” mas está “estável”, de acordo com um comunicado da presidência do país.
Nelson Mandela continua hospitalizado pelo segundo dia consecutivo sem que o governo de Pretória divulgue qualquer informação sobre o estado de saúde e enquanto o país reza pela recuperação do líder histórico da África do Sul.
Mandela, 94 anos, foi internado sábado num hospital de Pretória com uma infecção pulmonar, ”em estado grave, mas estável”, de acordo com um comunicado da Presidência sul-africana divulgado sábado, a última vez que foram fornecidas informações sobre o líder histórico do ANC. Entretanto, muitos cidadãos sul-africanos aproveitaram o domingo para, durante os serviços religiosos nas igrejas de todo o país, rezarem pelo herói da luta contra o apartheid.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu sábado para os os compatriotas dedicarem as “orações a Madiba”, nome pelo qual é conhecido Nelson Mandela, membro da realeza Xhosa, nascido em 1918.
De acordo com a EFE, frente à casa de Mandela, em Joanesburgo, os condutores reduzem a marcha e muitas pessoas deixam mensagens de apoio ao líder sul-africano e à família depositando flores e pedras pintadas com várias cores.
As mensagens de esperança sobre o estado de saúde de Mandela são um assunto em destaque entre os sul-africanos nas redes sociais Twitter e Facebook. O jornal Suday Times publica ontem o título “É a hora de deixar de marchar” junto a uma fotografia de Mandela, sorridente e a dizer adeus com uma das mãos. A frase é de Andrew Mlangeni, amigo de Mandela e antigo activista anti apartheid que no jornal insta a família de Madiba a liberta-se “espiritualmente e a colocar toda a fé nas mãos de Deus”.
Esta é a quarta vez desde Dezembro que Nelson Mandela é hospitalizado. Mandela lutou 67 anos contra o regime de segregação racial e passou 27 anos preso pelo regime do apartheid. Em 1993 foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz e foi o primeiro presidente negro da história da África do Sul.
A última aparição pública de Mandela remonta a 2010, na cerimónia de encerramento do Mundial de Futebol que se realizou na África do Sul.




