Novo sistema de cobrança nas ex-SCUT implementado só em 2014

Portagens SCUTSO novo sistema de cobrança de portagens nas ex-SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador), que já está a ser testado no terreno, apenas deverá ser implementado em 2014, afirmou o presidente da Estradas de Portugal (EP).

Em conferência de imprensa, António Ramalho admitiu a “ineficácia” e “insustentabilidade” do atual modelo de pagamento nas antigas SCUT, que absorve 29% do valor cobrado aos utilizadores nessas vias e representa 4% dos custos da empresa.

O presidente da EP disse que, apesar do projeto do novo sistema de cobrança não ter sido entregue no final do abril como previa, já estão a ser feitos testes de conceito “no terreno”, acrescentando que “a implementação de qualquer modelo vai sempre demorar mais do que um ano”.

“Estamos a trabalhar juntamente com os operadores em encontrar uma solução”, explicou, precisando que o objetivo do novo modelo de cobrança de portagem é reduzir os custos para cerca de metade, para os 10 a 15% das receitas.

António Ramalho adiantou que o modelo que irá substituir os pórticos nas autoestradas está a ser desenvolvido em parceria com a Via Verde, da Brisa, e a concessionária Ascendi, estando ainda a decorrer “conversas com outros operadores”

“O facto de não termos entregue no final de abril, como tínhamos previsto, tem a ver com o facto de obrigar a alguma discussão e não querer que nada fique de fora”, acrescentou.

Por esta via, António Ramalho pretende também aumentar as receitas da empresa e reduzir a taxa de fraude, que atualmente se situa nos 17%.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, António Ramalho adiantou que o custo de cobrança de portagens mais do que duplicou em 2012, em relação ao ano anterior, de 17 para 42 milhões de euros, naquele que foi o primeiro ano completo de receita de portagens nas ex-SCUT (vias sem custos para o utilizador).

As ex-SCUT do Grande Porto e do Interior Norte são aqueles onde os custos de cobrança de portagem representam uma maior percentagem do valor arrecadado, de 43% e de 41%, respetivamente.

“Quando falamos de custos médios de quase 30% não podemos ficar quietos”, considerou.

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