Juíza alvo de queixa-crime por inspectora da PJ

Policia JudiciáriaA inspectora da Polícia Judiciária (PJ), Ana Saltão, arguida do crime de homicídio da avó do seu marido, apresentou uma queixa-crime contra a juíza titular do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra (TICC) por considerar, revela fonte conhecedora do processo ao Diário de Notícias (DN), que a magistrada terá distorcido os pressupostos apresentados pelo Ministério Público.

“O Ministério Público entendeu proteger a arguida que, obviamente, não deveria regressar à PJ nesta fase, mas a magistrada terá emitido um juízo de valor quanto a esse facto, alegadamente por a arguida não ser credora de confiança”, revela ao DN fonte conhecedora do processo da inspectora da PJ, Ana Saltão, arguida do crime de homicídio da avó do seu marido.

Esta é, segundo a fonte, a justificação da inspectora Ana Saltão para a apresentação e uma queixa-crime contra a magistrada. Saliente-se que, apesar de não estar a exercer funções na divisão do crime económico da PJ/Porto, a inspectora, de 37 anos, continua a auferir do salário.

O DN recorda que Ana Saltão, acusada de um crime de homicídio qualificado, esteve em prisão preventiva durante cinco meses no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo (Matosinhos), tendo sido libertada em meados de Maio.

O que até hoje não se conseguiu encontrar neste caso foi a arma do crime que vitimou uma idosa com 13 tiros.

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