Portugal entrou atrasado na sociedade de informação mas já recuperou
Os portugueses aderiram em força aos telemóveis, mas mantém ainda algumas reservas nas compras online.
Telemóveis, computadores, portáteis, smarthphones, acesso à internet . A comunicação entrou em força na vida dos portugueses a partir dos anos 90, provocando uma autêntica revolução na forma de comunicar.
Portugal chegou tarde à chamada “sociedade de informação” mas agora nem os particulares nem as empresas conseguem viver fora dela. Os portugueses já quase alcançaram os outros europeus, embora tenham partido mais tarde.
Os telemóveis, quase tijolos, chegaram no fim da década de 80. Passados 15 anos, eram tantos como os habitantes e em 2010, cada vez mais leves, já eram 143 por cada 100 pessoas. Foram substituindo cada vez mais o telefone fixo. Portugal ocupava o 5º lugar no ranking europeu com mais telemóveis per capita, só ultrapassado pelo Luxemburgo, Áustria, Lituânia e Finlândia.
Também o uso do computador vulgarizou-se. Há três anos, quando Portugal completou o primeiro quarto de século de integração, já acompanhava mais de 60% das famílias e quase todos tinham acesso à internet. Na mesma altura, eram pouquíssimas as empresas nacionais que dispensavam o equipamento assim como o acesso à internet ou que não dispunham de correio electrónico. A facilidade de comunicações e divulgação dos produtos tornou-se uma mais-valia no crescimento e competitividade empresarial.
Portugal é um dos seis estados membros que disponibiliza a totalidade dos 20 serviços públicos na avaliação da relação online com as empresas, por exemplo, pagamento de impostos, declarações oficiais, contratos, certidões, matrículas ou informações diversas. Está em pé de igualdade com a Irlanda, Itália, Malta, Áustria e Suécia.
Os portugueses ainda revelam alguma timidez relativamente às compras online, mas também nesta área se estão a aproximar dos restantes cidadãos europeus.




