Serviço Educativo do Museu do Douro volta a promover Rogas

Vindimas

As rogas acompanham os ciclos sazonais e humanos na paisagem e permitem o contacto de crianças e jovens com a realidade das atividades que envolvem a vindima, tendo como ponto de partida uma atividade temática de exploração dos cinco sentidos.

No Museu do Douro, a partir de 20 de Setembro (as datas estão sujeitas a alteração acompanhando as oscilações naturais do ciclo da vindima) pode encontrar o seguinte programa:

09h30 – Chegada à Quinta e receção pelo Serviço Educativo do Museu do Douro
09h45 – Deslocação para a vinha
10h00 – Pequeno-almoço
10h30 – Vindima
12h30 – Almoço tradicional de vindima (arroz ou massa com feijão e fêveras assadas)
14h00 – Regresso

 Público-alvo

1º, 2º, 3º Ciclos de Escolaridade e Ensino Secundário

ROGA DE VINDIMA

“Fui ao Douro às vindimas,
Não achei que vindimar,
Vindimaram-me as costelas
Olha o que lá fui buscar.”

(Cancioneiro popular duriense)

Fui ao Douro à vindima,
Não achei que vindimar,
Vindimaram os meus olhos,
Colheram-mos para o lagar.

Não achei que vindimar,
Nem sequer um só baguinho,
Mas meus olhos d’uva preta
Apanharam-mos p’r’um cestinho.

Nem sequer um só baguinho
P’ra fazer um néctar doce,
Mas meus lábios de cereja
Quiseram-mos p’ra sua posse.

P’ra fazer um néctar doce
Com aroma a mosto fino,
No cálice dos meus abraços
Escreveram meu destino.

Com aroma a mosto fino
E cheirinho de hortelã,
Aromatizaram meus beijos
Certos olhos de avelã.

E cheirinho de hortelã,
Matizada de sol posto,
Beberam-me em copo d’ouro,
Em licor de fino gosto.

Matizada de sol posto,
Orvalhada de tons quentes,
Fui ao Douro à vindima,
Colhi só olhares ardentes…

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