Francisco Louçã: “Linha vermelha foi ultrapassada” com convergência das pensões
O economista e antigo secretário-geral do Bloco de Esquerda Francisco Louçã criticou esta sexta-feira, no seu espaço televisivo na SIC Notícias, as medidas aprovadas ontem em conselho de ministros, referindo que a aprovação do projecto de lei da convergência das pensões ultrapassa a “linha vermelha”, relembrando assim a expressão utilizada por Paulo Portas há alguns meses.
“Há uma linha vermelha que foi ultrapassada” com a aprovação do projecto de lei da convergência das pensões, disse esta sexta-feira, na SIC Notícias, o economista Francisco Louçã.
Com esta expressão, o antigo secretário-geral do Bloco de Esquerda relembrou o actual vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que há cerca de quatro meses referiu que esta linha seria a fronteira que o próprio admitiria em relação à taxa que iria incidir sobre as pensões, frase que foi proferida, de acordo com Louçã, com “muito cinismo”.
Na origem destas acusações está o projecto de lei aprovado ontem, que estipula a convergência “das pensões atribuídas a funcionários públicos e a agentes administrativos, pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), com as atribuídas à generalidade dos trabalhadores do sector privado ao abrigo do regime geral da Segurança Social”, pode ler-se no comunicado relativo ao conselho de ministros de quinta-feira.
Louçã criticou também a requalificação de trabalhadores em funções públicas, cujo processo “deixa de ter um prazo de duração máxima (que era de 12 meses) e passa a ter duas fases” diferenciadas, explica a mesma nota imprensa. Este projecto de lei vai, assegurou Louçã, “abrir a porta para o fim do contrato”.
Além disso, “estas poupanças não batem certo com o objectivo orçamental”. “Toda a estratégia do governo é uma fantasia”, rematou Francisco Louçã.




