G20: Merkel considera prioritária a regulação dos mercados

A chanceler alemã, Angela Merkel, considera que a questão central da cimeira que o G20 realiza esta semana no Canadá será a regulamentação dos mercados financeiros, a análise do que foi feito e o que falta resolver neste domínio.

“Há uma série de progressos: em alguns lugares, melhorou a capitalização dos bancos e têm sido desenvolvidas e implementadas novas regras para o pagamento de bonificações. Mas em alguns pontos ainda faltam regras importantes”, disse Merkel na sua tradicional mensagem de vídeo aos sábados.

Merkel acrescentou que o grupo deverá falar sobre como os mercados financeiros participam nos custos da crise e lembrou o acordo alcançado neste sentido no interior da União Europeia (UE) sobre a introdução de uma taxa bancária.

“Esta taxa servirá, por exemplo, na Alemanha, para aumentar os fundos destinados a enfrentar uma crise futura. Não queremos que o contribuinte volte a pagar os excessos dos mercados”, disse a chanceler.

A UE defenderá junto dos participantes na reunião do G20 (países em desenvolvimento e emergentes), “o desenvolvimento de um imposto sobre transações financeiras a nível global”.

“Haverá discussões certamente controversas, mas estou contente que tenhamos alcançado com o Conselho Europeu uma posição comum de negociação “, assinala Merkel.

Outra questão a ser tratada, segundo a chanceler, “é quando se passará da fase dos programas conjunturais à consolidação sustentada dos orçamentos”.

“Esta é a opinião dos participantes europeus, mas especialmente a Alemanha considera-o urgente, para evitar que no futuro se produzam crises semelhantes”, afirmou.

“O crescimento deve ser sustentável, ecológico e orientado para o futuro”, disse ainda a líder democrata cristã, que acredita que este será “um dos pontos mais interessantes e emocionantes do debate” na cimeira do G20.

A chanceler alemã revelou acreditar na estratégia de crescimento UE2020, realçando que esta visa a maior participação possível dos cidadãos no mercado de trabalho, mas também o futuro desenvolvimento de indústrias como a tecnologia ambiental.

Por último, salientou que, para evitar uma crise financeira e económica semelhante à que nos últimos anos abalou o planeta, “não existe uma alternativa razoável” à cooperação internacional entre as principais nações industrializadas e emergentes.

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