Medina Carreira: “Não se faz política social com dinheiro emprestado”
O antigo ministro das Finanças Henrique Medina Carreira defendeu que só “gente que não nasceu para dirigir o País” faz “política social com dinheiro emprestado”, acusando o Governo de estar a dizer “intrujices” ao criar “falsas expectativas” quanto aos resultados das metas a atingir.
“Fazer política social com dinheiro emprestado? Só de gente que não nasceu para dirigir o País”, assegurou Medina Carreira, referindo que “os gastos que temos com pessoal e prestações sociais são o grande embaraço da política orçamental”.
O antigo ministro das Finanças indicou que “estão a ser criadas falsas expectativas” no que toca aos resultados das medidas de austeridade adoptadas, caracterizando-as como as “intrujices da política”.
De acordo com o jurista, “precisamos de duas coisas: primeiro, de mais tempo, [já que] um estado falido não se conserta em três anos”. Isto foi “um erro – ou os negociadores portugueses distraíram-se ou foi imposição da troika”.
Outra necessidade é um “prazo para criar condições de investimento”, assim como “um sistema fiscal capaz”. Além disso, é crucial, prosseguiu o comentador, “acabar com a burocracia e com a corrupção”.
“A resposta [para a crise] está no crescimento da economia”, garantiu.
Sobre os resultados das eleições autárquicas, Medina Carreira considerou que não foram positivos para o PS já que este partido “em vez de colaborar para a solução, anda a fingir que vai fazer mais e melhor”. Contudo, “se pegar nisto, terá que fazer o mesmo”.
O antigo ministro das Finanças mostrou-se ainda “surpreendido” pela derrota de Luís Filipe Menezes no Porto, mas disse concordar com o triunfo de Rui Moreira. Na capital, Medina Carreira “já esperava” a vitória de António Costa.




