Facilitismo não impede passagem aos “play-off”

Seleção PortugalPortugal 1-1 Israel. As portas do Mundial 2014 continuam abertas e à espera da Selecção. Empate gerado com erro colossal de Rui Patrício, mesmo a acabar. Apuramento directo é mera miragem para a equipa das quinas.

O desalento dá nisto. Podemos não olvidar as mágoas de grandeza da noite do Dragão, no empate com a Irlanda do Norte, ou a tarde de desassossego de Telavive, com a dramática igualdade diante de Israel. Podemos até não conseguir tirar essa espinha colocada na garganta com a derrota de Moscovo, frente à Rússia.

A derradeira fase de acesso ao Mundial 2014, porém, já ninguém nos tira, apesar de não se poder esquecer de forma leviana uma fase de apuramento que tem sido particularmente titubeante e frustrante. E com o apuramento directo para o Mundial a ser, agora, uma missão quase impossível.

Um empate bastava para os serviços mínimos de passagem aos “play-off” e haveria muitos motivos para se “perdoar” uma nova exibição menos conseguida e uma nova igualdade diante do actual 69º classificado do “ranking” da FIFA. Mas não, certamente, a forma como Portugal voltou a facilitar perante um adversário de valia bem menos inferior. E com Rui Patrício a assumir o estatuto de “carrasco”.

Corredores como predilecção
André Almeida, Antunes, Ricardo Costa, Rúben Micael, as surpresas colocadas por Bento em campo comprovaram a evidência de que há soluções que dão garantias, para lá do núcleo duro da Selecção Nacional.

Numa equipa comandada, como sempre, pela mestria do criativo João Moutinho, saiu dos pés do médio do Mónaco a clarividência na construção inicial do tormento ofensivo que Portugal criou no adversário.

Apostando claramente no desequilíbrio da muralha defensiva israelita pelos corredores mas sem a inspiração de outras ocasiões do capitão Ronaldo, a equipa das quinas foi batendo, insistentemente, a uma porta que teimava em não se abrir.

Foi preciso, aos 27′, que os substitutos de Fábio Coentrão e Bruno Alves desbloqueassem o teimoso nulo: canto de Moutinho, com a bola a sobrar para Antunes. O lateral cruza, para o segundo poste, com Pepe a assistir de primeira e Ricardo Costa a voar para um cabeceamento simples para a baliza deserta.

Afinal, era fácil. Afinal, era só caprichar no desenho artístico do ataque à baliza israelita.

Quando o insuspeito é o autor do “crime

O arranque da segunda metade, contudo, espelho a premonição de que algo não iria correr bem para o lado luso. Os israelitas vieram dos balneários mais afoitos e atrevidos e Portugal, como em tantos outros jogos, relaxou, desconcentrou-se e facilitou.

Apesar da enorme quantidade de oportunidades de golo desperdiçadas, a realidade é que o erro colossal cometido por Rui Patrício, aos 85′, permitiu a Ben-Basat, isolado, confirmar a evidência de que Israel não finalizaria esta fase de qualificação para o Mundial com qualquer derrota frente a Portugal.

Terça-feira, em Coimbra, há compromisso com o Luxemburgo. Os “play-off” estão garantidos e a qualificação directa, essa, está a uma distância quase inatingível. A três pontos da Rússia, nem uma derrota da equipa de Fabio Capello diante do Azerbaijão permitirá a Portugal, em caso de triunfo sobre os luxemburgueses, passar directamente à fase final do campeonato do Mundo. É que, em igualdade pontual, há ainda uma diferença de oito golos para esbater face aos russos.

A cereja no topo do bolo fica para outra altura.

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