Rússia quer estreitar relações com EUA

Moscovo quer intensificar as relações com os Estados Unidos da América (EUA) na economia e nas altas tecnologias, disse esta segunda-feira o conselheiro diplomático do presidente da Federação Russa, que chega quarta feira a Silicon Valley.

Sergui Prikhodko antecipou, durante um encontro com a imprensa, alguns dos objetivos da próxima visita do presidente russo aos EUA, e afirmou que “as boas tendências no domínio político-militar e na cooperação regional devem ser acompanhadas de progressos reais no sector económico”.

Em Silicon Valley, Medvedev visitará as empresas Twitter, Cisco, Apple e Yandex e reunir-se-á com a direção da Universidade de Stanford, adiantoun o conselheiro.

Um comunicado da presidência russa avança que “é particularmente interessante unir o potencial americano no domínio científico e tecnológico com as possibilidades do mercado russo em projetos mutuamente vantajosos, incluindo a participação dos americanos na criação de um centro de inovação em Skolkovo”, nos arredores de Moscovo.

Dmitri Medvedev fez da inovação uma das prioridades da Federação Russa e promoveu a construção em Skolkovo de uma ‘cidade da inovação’, que pretende ser uma resposta russa a Silicon Valley.

Na terça feira, o presidente russo terá uma reunião com o seu homólogo norte-americano, Barack Obama, e outras com dirigentes da Câmara dos Representes e do Senado.

“A ratificação do tratado de desarmamento nuclear START, os problemas do escudo anti-míssil, bem como a situação no Irão, no Quirguistão, no Afeganistão e na Coreia do Norte estarão na agenda”, especificou Prikhodko.

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos conhecem uma fase de renovação depois da assinatura, em 8 de abril em Praga, pelos dois presidentes, do novo tratado de desarmamento nuclear START, que concretiza os compromissos dos dois Estados na redução considerável do número das respetivas armas nucleares estratégicas.

Durante a visita de Medvedev, devem ser assinadas várias declarações comuns, designadamente sobre a estabilidade estratégica e a colaboração nos domínios da inovação.

As duas partes trabalham ainda sobre uma declaração comum a respeito do Quirguistão, ex-república soviética da Ásia Central, onde têm ocorrido situações de violência, que acolhe simultaneamente uma base militar russa e outra norte-americana.

Moscovo e Washington deverão exprimir a sua inquietação com a situação, mas não deverão mencionar as bases, adiantou Prikhodko.

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