Os segredos das escolas de topo

Escola BaiaoDisciplina, turmas reduzidas, professores exigentes e alunos empenhados. Nas melhores escolas do país a receita do sucesso faz-se com estes ingredientes. «Não há fórmulas mágicas», avisa Hugo Quintas, director pedagógico do Colégio Manuel Bernardes – que este ano ficou no primeiro lugar do ranking das escolas do SOL –, que garante que parte do sucesso se explica com autoridade e disciplina.

«No 1.º ciclo temos vigilantes, nos 2.º e 3.º ciclos e no secundário temos perfeitos». O modelo é inglês e faz com que a todo o momento os pais sejam informados dos problemas disciplinares dos filhos, mas também com que o mau comportamento seja resolvido na hora. «Se dois alunos entrarem em conflito, o chefe de disciplina intervém, faz uma participação e aplica imediatamente as medidas correctivas, que podem ser, por exemplo, terem de passar a hora de almoço na sala de estudo», exemplifica Hugo Quinta.

Mas a segurança e a disciplina não são as únicas preocupações do Colégio Manuel Bernardes. As aulas de apoio e a ajuda ao estudo são outras formas de alcançar o sucesso.

Há aulas práticas de estudo acompanhado de Matemática com dois professores na sala, reforço a Português e aulas de apoio a todas as disciplinas. Além disso, há «um apoio pedagógico acrescido para os alunos que os professores identificam como tendo dificuldades». Sem terem de pagar mais por isso, os estudantes são integrados em aulas extra em turmas com um máximo de 10 alunos. Se nada disto chegar, o colégio tem ainda uma Sala de Apoio ao Estudo, onde se podem aprender «métodos de trabalho».

Na melhor escola pública do país, a Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, as condições são diferentes das de um colégio. Mas o director Ernesto Paiva diz que as boas notas se conseguem à custa de «muito rigor e exigência». Os resultados traduzem-se em números. «A média global dos alunos que concluíram o 12.º ano é de 15,9 valores. E no conjunto do secundário de 15,3». Em cerca de 200 alunos, 11 acabaram o secundário com uma média global superior a 19,3. E uma aluna conseguiu uma média de 19,8.

Planificação e programas dados na íntegra

Por isso, não será de estranhar que 74,6% dos alunos do D. Maria tenha conseguido entrar no ensino superior na sua primeira opção e 11,7% na segunda escolha. O resultado é ainda melhor do que no ano passado, quando só 67% teve colocação na primeira opção. Aliás, dos 199 alunos que se candidataram ao ensino superior só dois ficaram de fora.

No centro de Coimbra e rodeada de bairros da classe média e média alta, a escola é sobretudo frequentada por «alunos com uma boa retaguarda, pais com boa formação e muito exigentes». Mas Ernesto Paiva garante que não há qualquer selecção de alunos. «Somos uma escola pública e posso provar que todos os que entram respeitam os critérios legais».

O director prefere salientar o trabalho dos docentes como parte da fórmula do sucesso. «Há um grande trabalho de planificação de aulas, de análise de estratégias em conjunto. E cumprimos sempre integralmente os programas em todas as disciplinas».

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