Itália despede-se sem glória e seleccionador abandona o cargo
A selecção italiana de futebol, detentora do título, despediu-se esta quinta-feira do Mundial de 2010, derrotada pela estreante Eslováquia (3-2), e “obrigou” o seleccionador Marcello Lippi a assumir “todas as responsabilidades”.
Depois de a França já ter sido afastado, aconteceu esta quinta-feira o “impensável”, com a campeã do Mundo a não conseguir aceder aos oitavos de final, algo que apenas aconteceu em quatro ocasiões.
Com a derrota, a Itália “colocou” a Eslováquia – primeira presença em Mundiais – na fase a eliminar, para a qual também transitou o Paraguai (0-0 com a Nova Zelândia).
“A minha equipa demonstrou estar com o terror nas pernas, na cabeça e no coração e não jogou como devia. E se isso aconteceu foi porque o selecionador não a preparou devidamente. Assumo todas as responsabilidades, perante os adeptos, federação e jogadores”, adiantou Lippi, que abandonou o seleção, quatro anos após o “tetra”.
Por parte da Eslováquia, o selecionador Vladimir Weiss falou num dia “histórico” e revelou enorme “orgulho” pelo feito: “Todos os eslovacos estão felizes e hoje é um dia fantástico para nós. Estou muito orgulhoso. Todos os jogadores jogaram ao mais alto nível durante 80 minutos, num jogo difícil, contra o campeão. Sofremos muita pressão no último quarto de hora, mas a equipa aguentou”, disse.
Do lado do Paraguai, Gerardo Martino lamentou o “mau jogo”, mas congratulou-se com o apuramento, enquanto o selecionador neozelandês considerou positivo o desempenho do país na África do Sul
“Esta equipa é incrível. Os jogadores estão entre a alegria pelo desempenho conseguido e a deceção da eliminação. Eu próprio estou desiludido, mas contente. Voltamos para casa sem termos sido batidos. Invictos. Nem em sonhos”, declarou Rick Herbert.




