Recuperação da economia domina reunião do G8

Os sete países mais industrializados (G-7)  e a Federação Russa reuniram-se em Huntsville, um local turístico solitário  do Canadá, onde o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) pressionou  os europeus para encorajarem a retoma nascente.

O Grupo dos 7 (G-7) é constituído por Alemanha, França, Itália, Reino Unido, EUA, Canadá e Japão. Estes países e a Federação Russa constituem o Grupo dos 8 (G-8).

“Devemos agir de forma concertada por uma razão simples: esta crise provou que as nossas economias nacionais estão inextrincavelmente ligadas”, disse Barack Obama, lembrando que “a tormenta económica pode propagar-se facilmente”.

Na noite de quinta-feira, o congresso dos EUA aprovou um projeto de reforma da regulação financeira que Obama deverá afirmar junto dos seus pares.

Também o ministro norte-americano das Finanças, Timothy Geithner, apelou à Europa para que “avance com as reformas e as políticas suscetíveis de conduzirem a taxas de crescimento mais elevadas no futuro”.

O mundo “não poderá depender dos EUA tanto como no passado”, preveniu.

Os europeus procuraram defender-se, garantindo que as políticas de austeridade adotadas nos últimos meses na Alemanha, Reino Unido e França não colocaram em causa a recuperação económica.

É “tempo de reduzir os défices” e “a Europa viveu a experiência do que significa ter défices demasiado elevados”, retorquiu a chanceler alemã, Angela Merkel, aludindo aos casos recentes de Grécia, Espanha e Portugal.

Além de que, acentuou, “é preciso um crescimento que assente em bases reais e não no endividamento”.

Esta noite está prevista a realização de um jantar, à porta fechada, com o anfitrião da reunião, o primeiro-ministro canadiano, Stephen Harper, e os convidados Barack Obama, Dmitri Medvedev (presidente russo), Nicolas Sarkozy (presidente francês), Angela Merkel (Alemanha), Silvio Berlusconi (primeiro-ministro de Itália) e os dois novos do grupo, os primeiros-ministros Naoto Kan (Japão) e David Cameron (Reino Unido).

A reunião de hoje do G-8 é seguida, no sábado, por uma do Grupo dos 20 (G-20), que integra, além destes oito Estados, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia. A União Europeia é o 20 membro.

Espera-se que na reunião de sábado as divisões entre europeus e norte-americanos reapareçam, com os primeiros empenhados no rigor orçamental e os segundos a apostarem no consumo.

Durante a reunião do G-20, sábado e domingo, em Toronto, serão discutidos projetos como a taxa bancária ou uma contribuição sobas as transações financeiras.

Reino Unido, França, Alemanha e EUA defendem a instauração de uma taxa sobre os bancos, mas o Canadá, a Federação Russa, a China, a Índia e a Austrália já manifestaram a sua oposição.

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