Imigrantes refugiados em esquadras depois de pilhagens na África do Sul
Dezenas de imigrantes refugiaram-se em esquadras, no oeste da África do Sul, após uma série de pilhagens em lojas de estrangeiros, que alimentaram receios de uma nova vaga de violência xenófoba.
Pelo menos 124 estrangeiros continuavam esta segunda-feira de manhã em cinco esquadras da província do Cabo Ocidental, mas este número é inferior ao da véspera, declarou a porta-voz dos serviços de emergência provinciais, Daniella Ebenezer.
“Os incidentes do fim de semana não foram muito violentos, só se registaram ferimentos ligeiros (…) mas vários locais foram vandalizados”, acrescentou.
A polícia não precisou a nacionalidade dos imigrantes, mas no passado a maioria das vítimas de ataques xenófobos eram do Zimbabué.
Várias personalidades, incluindo o prémio Nobel da Paz Desmond Tutu, recearam um regresso da violência xenófoba, depois de esquecida a euforia do Mundial 2010.
Um pouco antes do início da fase final do Mundial 2010 começaram a circular rumores sobre um alegado plano, elaborado por desconhecidos, para atacar imigrantes, à semelhança do que aconteceu em maio de 2008, quando 62 pessoas perderam a vida numa onda de violência contra imigrantes africanos, particularmente grave nas províncias de Gauteng e Cabo Ocidental.
A rádio estatal sul-africana SABC noticiou na terça-feira passada que grupos de refugiados zimbabueanos residentes em bairros em redor da Cidade do Cabo se estavam a reunir à beira da principal estrada que liga o Cabo Ocidental ao norte do país com o objetivo de empreender a viagem de volta ao seu país.
Em 2008, cerca de 30 mil moçambicanos que escaparam dos ataques xenófobos na África do Sul retornaram ao país.




