Teerão pede ao Ocidente para não intervir no caso da iraquiana condenada à morte

O Irão pediu hoje aos países ocidentais para não intervirem na questão da iraquiana condenada à morte por lapidação, sublinhando que o assunto está “a ser analisado”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O caso de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, mãe de família condenada à morte por lapidação em 2006, por adultério e cumplicidade na morte do marido, tem suscitado nas últimas semanas uma intensa mobilização dos países ocidentais, que pedem para que não seja executada.

“Os procedimentos judiciais são muito restritos, particularmente no que respeita a assuntos de morte”, disse Ramin Mehmanparast na sua conferência de imprensa semanal.

“Quanto mais a sentença é pesada, mas a justiça é meticulosa na análise do caso. E é isso que se passa”, acrescentou.

O porta-voz disse ainda que a mobilização ocidental a favor da iraniana resulta de uma “abordagem politizada” ligada ao conflito entre o Irão e a comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Respondendo aos vários pedidos de apelo internacional de clemência, o Irão anunciou em julho a suspensão temporária da pena de Mohammadi-Ashtiani, de 43 anos.

Numa contestação à versão oficial iraniana, os advogados de Mohammadi-Ashtiani afirmam que ela foi inicialmente condenada à lapidação por adultério e que a acusação de cumplicidade na morte do marido foi acrescentada depois pelas autoridades.

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