Partículas radioactivas da central de Almaraz chegam ao rio Tejo

Águas registam níveis de trítio superiores às detectadas noutros rios do país, segundo o Laboratório de Segurança Radiológica. A 100 quilómetros da fronteira, o caudal tem mais 80% deste tipo de partículas.

Os efeitos do funcionamento da central nuclear de Almaraz, embora dentro dos parâmetros considerados normais para a vida humana, sentem-se em Portugal, nas águas do rio Tejo, é o que mostram os resultados da vigilância radiológica ambiental do país a cargo do Laboratório de Protecção e Segurança Radiológica (LPSR).

As concentrações de partículas radioactivas, resultantes do funcionamento de centrais nucleares (césio, estrôncio e trítio), “são muito baixas [a nível nacional] e situam-se frequentemente abaixo dos valores da actividade mínima detectável, com excepção do rio Tejo, onde os valores de trítio são superiores ao valor normal, mas sem significado do ponto de vista dos efeitos radiológicos”, destacam os autores do último relatório anual sobre os níveis de radiação ambiental a que a população portuguesa está exposta. O documento foi divulgado no ano passado, é relativo ao ano de 2014, e é o mais recente com o retrato do país.

Os dados da recolha mensal de amostras de água em Vila Velha de Rodão, Valada do Ribatejo e no rio Zêzere e da recolha anual no Douro, Mondego e Guadiana, indicam por exemplo, que a água do rio Tejo chega a Valada do Ribatejo com cerca de 80% menos de trítio do que quando passa em Vila Velha de Rodão, a localidade portuguesa mais próxima da central. Pelo caminho, o caudal do rio vai diluindo a concentração destas partículas radioactivas, por isso ligadas à actividade da central espanhola que precisa das águas do rio internacional para arrefecer os seus reactores.

 

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