Autarca de Lamego diz não ter tido grande alternativa ao fecho de escolas
O autarca de Lamego, o concelho onde mais escolas vão fechar no próximo ano lectivo, diz não ter tido grandes alternativas para evitar estes encerramentos.
Francisco Lopes diz que não teve grandes alternativas para evitar os encerramentos destas escolasFrancisco Lopes lembra que transportes de alunos envolvem custos muito elevados
O presidente da câmara de Lamego considerou que não havia outro caminho relativamente ao encerramento de escolas no concelho que dirige perante o plano que o Governo traçou em relação ao reordenamento da rede escolar.
«Não tivemos grande alternativa, posto que para a homologação da carta educativa tivemos mesmo que propor uma solução de concentração das escolas e foi-nos assegurado pelo Ministério da Educação que essa seria a melhor solução para garantir condições de qualidade de ensino e de combate ao insucesso e abandono escolar», explicou Francisco Lopes.
O autarca do concelho onde mais escolas do 1º Ciclo vão fechar no próximo ano lectivo está contudo preocupado com o aumento dos custos dos transportes dos alunos que Francisco Lopes classifica mesmo de «gravíssimo e dramático em todo o Interior do país e nos territórios de baixa densidade».
«Temos de transportar as crianças em grandes distâncias e fazê-lo em condições de segurança e conforto, o que exige muito dinheiro. O que o Ministério da Educação está a propor ao município de Lamego é pagar cerca de 20 por cento dos custos», acrescentou.
O presidente da autarquia de Lamego lembrou ainda que no «Interior do país o dinheiro que se gasta em Educação gasta-se em gasóleo e não necessariamente na promoção da qualidade de Ensino e na garantia de futuro dos nossos alunos».
«Este problema não tem solução. Se o Ministério da Educação não pretender comparticipar nos custos dos transportes escolares de forma adequada, isso irá necessariamente agravar o défice da minha câmara», concluiu.
TSF/RCL/Lusa




