Rastreio custará seis a sete milhões de euros em 2011

O rastreio da retinopatia diabética no Norte do país começou no Douro Sul, em concelhos como Armamar, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca.
Neste momento segue em Lamego e em Outubro vai estender-se ao distrito de Vila Real e alargar-se aos centros hospitalares do Nordeste, Entre Douro e Vouga, Porto, Hospital de São João e Unidade Local de Saúde do Alto Minho. As restantes unidades serão abrangidas em 2011.
O programa nasceu da “necessidade de se evitarem muitas cegueiras”, explica Fernando Araújo, presidente da ARS-Norte.
Quando atingir a velocidade de cruzeiro, em 2011, “deverá custar seis a sete milhões de euros por ano”. Contudo, “o benefício será muito superior ao investimento feito”.
O presidente do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Carlos Vaz, afiança que a fase inicial tem sido “um sucesso”, para o qual contribuiu a “excelente colaboração” dos centros de saúde, que referenciam os doentes, e das câmaras municipais, que asseguram os transportes.
A percentagem de diabéticos que já participaram é de 75%, mas Carlos Vaz acredita que vai aumentar devido ao passa-a-palavra entre os 25 mil doentes da área de intervenção. “Quando chegarmos à segunda rodada, em Abril de 2012, a taxa de absentismo não será superior a 5%”, admite Sousa Nunes, responsável pelo Centro Oftalmológico do Peso da Régua.
JN

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