Portas diz que CDS é “motor da oposição” e elenca propostas para nova legislatura

A redução do pagamento especial por conta para as pequenas e médias empresas e uma lei de bases dos cuidados paliativos foram duas propostas centrais no discurso de Paulo Portas, que hoje assinalou a “rentrée” do CDS-PP, em Aveiro. O líder popular fez, ainda, propostas nas áreas do emprego, educação e segurança, para além de críticar as “ilusões” do primeiro-ministro sobre a economia portuguesa.

Paulo Portas abriu o comício, na Praça do Peixe, realçando que “o CDS é o motor da oposição a este Governo e a alavanca de um alternativa”.

Paulo Portas anunciou hoje que a “primeira proposta” do CDS na próxima sessão legislativa visa a aprovação no Parlamento de uma Lei de Bases dos Cuidados Paliativos.

“Apresentarei na próxima semana um projeto. Numa matéria tão sensível como esta, trabalharemos com certeza para o consenso”, disse o presidente do CDS em Aveiro, num comício realizado no Mercado do Peixe que congregou apoiantes do partido provenientes de vários pontos do país.

Em Portugal, “tantas vezes não há qualidade no fim da vida. O CDS comprometeu-se a um combate: dotar Portugal de um sistema moderno, civilizado, de Cuidados Paliativos”.

“O CDS trabalhou, ouviu, consultou e decidiu que a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos será o nosso primeiro agendamento, já em setembro”, adiantou Paulo Portas.

Na sua opinião, “Portugal está infelizmente entre os piores países da Europa para se morrer com dignidade”, tendo o CDS decidido avançar na Assembleia da República, já no início de setembro, com um projeto de Lei de Bases “a pensar naqueles que têm doenças incuráveis, prolongadas e progressivas e nas suas famílias”.

“Queremos um consenso, mas lembramos que o essencial é gastar bem” na área da saúde, defendeu.

Paulo Portas disse que “não se poupa nos doentes, poupa-se no desperdício”.

“Se terminasse a infinita cobardia do Estado em relação à unidose, uma pequena parte do que se poupava permitiria que, em Portugal, houvesse uma boa resposta do sistema de saúde para os que estão perto do fim e para as suas famílias”, considerou.

Contra “aliança” PS e PSD

Paulo Portas rejeitou o aumento de impostos, responsabilizando o PS e o PSD nesta matéria e num eventual acordo que envolva a revisão da Constituição da República.

Uma revisão que “só existe se esses dois partidos chegarem a acordo”, acrescentou.

“E assim pensam disfarçar e distrair o aumento de impostos, que só acontece e só acontecerá porque ambos estão de acordo”, acusou, reiterando que “o CDS não quer fazer parte desse fingimento”.

Portas disse que “o CDS não tem confiança neste Governo” e “não acredita numa política que sacrifica o crescimento e a criação de emprego”.

Redução Pagamento Especial por Conta e política de educação

Tendo em vista a criação de emprego, o CDS vai propor que o pagamento especial por conta, “o imposto mais duro para as pequenas e médias empresas (PME), tenha uma redução”.

“Uma redução tanto maior quanto as PME contratem, reinvistam ou aumentem a sua capacidade exportadora”, referiu.

Na área da educação, o CDS pretende que “em cada escola, por livre adesão, possam ser organizadas bolsas de manuais escolares”.

“Emprestados ao aluno no início do ano, assinado um termo de responsabilidade, e devolvidos no final”, explicou Paulo Portas.

A segurança dos cidadãos e o mercado do arrendamento foram outros assuntos que o líder abordou no seu discurso da “rentrée”.

Depois das eleições presidenciais, “faremos uma campanha pública a favor de uma Justiça mais rápida, firme e segura”, propondo o CDS alterações legislativas através de referendo.



Share

Comentários fechados

Galeria de Fotos

Cidade de Lamego
Iniciar sessão | 2015 Programado por Rádio Clube de Lamego

Prevenção de Spam por Akismet