Taxas de desemprego na Europa e nos EUA na mira dos investidores
Esta semana as atenções dos investidores estão centradas, na Europa, nas taxas de desemprego e inflação, enquanto nos Estados Unidos, estarão em foco os dados do emprego. Na última semana, as praças bolsistas tiveram um desempenho negativo, com dados macroeconómicos dececionantes a indicarem um abrandamento da economia no segundo semestre.
“Na zona euro, o Banco Central Europeu deverá manter a taxa diretora inalterada em um por cento e a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) deverá continuar a apontar para uma expansão de um por cento no segundo trimestre”, disse à agência Lusa a analista Telma Santos, do Millennium BCP, a partir do consenso de analistas contactados pela agência de informação financeira Bloomberg.
A 31 de agosto o Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia, divulga a taxa de inflação de agosto e a taxa de desemprego referente a julho.
Quanto à a taxa de inflação da zona euro, os analistas estimam que “se situe nos 1,6%”.
Já a taxa de desemprego deverá ficar “inalterada nos 10% para a zona euro e nos 7,6 por cento na Alemanha”, acrescentou Telma Santos
As vendas a retalho de julho, divulgadas a 3 de setembro, deverão situar-se em 0,2% na zona euro e 0,5% na Alemanha.
Em Portugal, destaque para a apresentação dos resultados da Inapa, Ibersol e Soares da Costa, na segunda feira, e os da Mota Engil na terça feira.
Nos Estados Unidos, as atenções vão estar centradas na divulgação do relatório de emprego de agosto na sexta feira, “sendo prevista a eliminação de 105 mil empregos e o aumento da taxa de desemprego em 10 pontos base para os 9,6%”, antecipou Telma Santos.
Os indicadores qualitativos ISM Indústria e Serviços dos Estados Unidos também serão conhecidos, com os analistas a estimarem uma queda de 55,5 para 53 pontos no caso do ISM Indústria e de 54,3 para 53,5 pontos no caso do ISM Serviços.
Ao longo desta semana deverão também ser conhecidos novos indicadores do mercado imobiliário nos Estados Unidos.
De acordo com Telma Santos, do Millennium BCP, “o índice de preços de casas das 20 maiores cidades norte-americanas deverá ter aumentado 3,5 por cento” em junho face ao ano passado e “as vendas de casas pendentes (por exemplo, o número de contratos de promessa compra e venda assinados para comprar casas usadas) deverão ter caído 1,5% em junho”.




