Maioria das famílias com mais dificuldades para comprar o material escolar do que no ano passado
Um estudo da Eurosondagem mostra que a maioria dos portugueses está a ter mais dificuldades em fazer face às despesas do arranque do ano lectivo. Muitos pais foram obrigados a mudar os filhos de escola, mais de 20% por razões económicas.
Neste estudo só entraram os portugueses que têm filhos, a quem foi perguntado se tiveram que mudar as crianças de escola este ano. Mais de 74% respondeu que não, 23% confirmou a mudança.
Dentro dos que responderam que sim, mais de metade disse que os filhos mudaram de escola por causa da organização da rede escolar. Mas 21,7% dos pais justifica a troca de estabelecimento de ensino por razões económicas.
O estudo da Eurosondagem mostra também que 73,5% das famílias tem os filhos a estudar em escolas públicas e 24% em estabelecimentos privados.
No que diz respeito aos gastos com o regresso às aulas, mais de 47% teve mais dificuldades para comprar o material escolar que no ano passado, 42% disse mesmo que não conseguiu comprar todo o material necessário. Apenas 5% não teve problemas com os gastos.
Por fim, a grande maioria – 65,5% – dos inquiridos não concorda com o encerramento de escolas com menos de 21 alunos e com os mega-agrupamentos. Só 27% está de acordo com esta reorganização da rede escolar.
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Ficha Técnica
Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 01 a 07 de Setembro de 2010.
O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.
A amostra foi estratificada por Região (Norte – 20,3%; A.M. do Porto – 15,0%; Centro – 29,3%; A.M. de Lisboa – 25,8%; Sul – 9,6%), e aleatória no que concerne ao Sexo e Faixa Etária, de onde resultou Feminino (51,3%), Masculino (48,7%) e 18/30 anos (19,5%), 31/59 anos (49,1%) e 60 anos ou mais (31,4%), num total de 1.035 entrevistas telefónicas validadas, que correspondem a uma taxa de resposta de 82,0%.
O objecto da sondagem foi a intenção de voto para eleições legislativas, a actuação de órgãos de soberania e líderes partidários, e questões de âmbito político e social da actualidade.
O resultado projectado da intenção de voto, é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 19,8% respondentes “Ns/Nr” se abstêm.
O erro máximo da Amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95,0%.
O Responsável Técnico da Eurosondagem
Rui Oliveira Costa
Lisboa, 08 de Setembro de 2010




