Metade das famílias portuguesas vivem com dificuldades, diz Carvalho da Silva
O secretário geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, considerou hoje que cerca de metade das famílias portuguesas vivem com dificuldades devido a situações de desemprego ou porque têm rendimentos muito baixos.
“Cerca de metade das famílias portuguesas vivem com muito pouco e estão em situação de grande fragilidade e são a elas que continuam a impor sacrifícios”, disse o sindicalista num encontro informal com jornalistas a propósito do 40 aniversário da central sindical.
O líder da Intersindical disse que esta afirmação resulta da soma dos trabalhadores que auferem o Salário Mínimo Nacional, com os desempregados, com os trabalhadores precários, com os portugueses que recebem pensão social ou mínima e com os trabalhadores que estão na economia clandestina.
“Estamos debaixo de uma ignóbil campanha de imposição de sacrifícios aos portugueses e uma parte da população está a ficar limitada na sua capacidade de reagir”, afirmou Carvalho da Silva, acrescentando que “este é o contexto em que a CGTP comemora os seus 40 anos”.
O sindicalista salientou a importância da CGTP, ao longo da sua existência, como “instrumento fundamental” de intervenção na sociedade portuguesa e na sua transformação sócio politica.
Carvalho da Silva afirmou que as comemorações do aniversário da Inter são uma oportunidade para fazer “um exercício de memória” mas também para projetar o futuro.
Nessa perspetiva a central sindical marcou para o dia do seu aniversário, 1 de outubro, uma Assembleia de dirigentes e ativistas sindicais.
A preparação do aniversário da Intersindical implicou um trabalho de pesquisa e recuperação do centro de documentação e arquivo da central, que vai permitir disponibilizar a documentação histórica da Inter num portal que vai ser criado para o efeito, no sitio eletrónico da central sindical.
No âmbito das comemorações do seu 40 aniversário, a 1 de outubro, a CGTP vai editar várias publicações de cariz histórico, vai promover em outubro um ciclo de conferências a no Rossio, em Lisboa, onde vai estar uma exposição sobre o percurso da central sindical.




