Nogueira Leite diz que tem “confiança que o Governo aceite algumas melhorias a bem de Portugal”
O conselheiro nacional do PSD António Nogueira Leite afirmou ter uma “enorme confiança” em que haja “bom senso” nas negociações sobre o Orçamento do Estado, esperando que o Governo “aceite algumas melhorias” no documento, “a bem de Portugal”.
Em declarações em Aveiro, à entrada da Assembleia Distrital do PSD, no âmbito do GENEPSD-Revisão do Programa, António Nogueira Leite considerou que “todas as partes vão de boa fé para a negociação e portanto vão empenhar-se para que” se chegue a um acordo.
“Tenho enorme confiança de que possa haver bom senso e que o Governo aceite, num Orçamento que é dele e no qual o PSD de maneira alguma se poderá rever, algumas melhorias a bem de Portugal”, sublinhou, questionado pelos jornalistas sobre o início das negociações, marcado para sábado, entre o Governo e o PSD sobre o Orçamento do Estado para 2011.
O economista disse esperar das negociações “sobretudo abertura” e que “o Governo finalmente se disponibilize a fazer aquilo que não tem feito, que é explicar de início e de uma forma clara em que situação é que realmente o país” se encontra do ponto de vista financeiro.
“O PSD poderá, e seria muito bom que isso acontecesse, que num Orçamento que não é nosso, que é inteiramente do PS, se pudesse racionalizar melhor a coisa pública e onerar menos os portugueses”, enfatizou o conselheiro nacional social democrata.
Questionado pelos jornalistas sobre a negociabilidade de todos os pontos apresentados pelo PSD como fundamentais para que o partido possa viabilizar o Orçamento do Estado para 2011, Nogueira Leite respondeu que “seria atentatório dos interesses do PSD e do país” que condicionasse a equipa negocial com declarações suas sobre esse tema.
“Não o vou fazer. Vou apenas repetir que é uma equipa ao mais alto nível, com pessoas de grande categoria, que infelizmente para nós, que vivemos em 2010, fizeram o oposto que faz a atual equipa do Partido Socialista, porque foram pessoas que equilibraram as contas públicas e que tiveram uma reputação de rigor e de bem feitoria”, realçou.




