Haiti precisa de 574 mil euros para combater surto de cólera que já matou 130 pessoas
O ministro da Saúde Pública haitiano, Alex Larsen, estimou hoje em cerca de 800 mil dólares (574 mil euros) o custo das primeiras medidas necessárias para combater o surto de cólera no país, que já matou mais de cem pessoas.
Alex Larsen assegurou que há “medicamentos suficientes” para cuidar dos doentes, que ascendem a 1500.
A epidemia de cólera, que se propagou no início da semana, afeta, sobretudo, as regiões de Artibonite, a norte, onde se concentra um grupo de desalojados do sismo de janeiro que vive em condições higiénicas precárias, e Mirebalais, no leste.
O número de mortos não é consensual: a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta 150, o diretor geral do Ministério da Saúde Pública e da População 142 e a Associação Médica Haitiana 135.
O ministro Alex Larsen fala da cólera como “uma nova doença” no Haiti, já que não é endémica. O país acionou o estado de emergência sanitário.
A variante da doença em causa, a 01, considerada a mais perigosa pelas autoridades locais, está na origem da maioria dos casos diagnosticados no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, que aguarda resultados de análises laboratoriais mais detalhados.
Ajuda médica, incluindo técnicos e medicamentos, já foi fornecida aos hospitais, atulhados de doentes.
Em resposta ao surto de cólera no Haiti, a República Dominicana, país vizinho, anunciou hoje o lançamento de um programa de vigilância epidemiológica.
A cólera é uma doença altamente contagiosa, que pode matar em poucas horas, e cuja propagação é favorecida pela falta de condições higiénico-sanitárias.




