“Portugal não é um santuário para a máfia”, garante director-adjunto da PJ

O director-adjunto da Polícia Judiciária (PJ), Pedro do Carmo, disse, que há membros da máfia que procuram refúgio em Portugal, mas o país não é um santuário onde pretendem fazer uma extenção das actividades da Cosa Nostra em Itália.

“Já antes aconteceu esta procura de refúgio em Portugal, porque fugiam às autoridades estrangeiras, (…) mas Portugal não é um santuário para a máfia”, disse Pedro do Carmo, explicando que tal aconteceu há bastante tempo e que nessa altura a PJ também os deteve e entregou à justiça.

A PJ deteve, hopje, na zona do Bombarral, um grupo de sete pessoas: dois portugueses, um brasileiro e quatro italianos, um dos quais suspeito de ter ligações, ao nível da chefia, à máfia siciliana.

Os quatro italianos agora detidos pertencem, alegadamente, a um grupo de 30 sicilianos detidos, no final do ano passado e início deste, na Sicilia.

O primeiro destino de refúgio foi Espanha, mas a pressão das investigações da polícia terá levado à decisão de seguir até Portugal.

“O grupo desenvolvia em Portugal actividade criminosa mas que não tem ligação à actividade mafiosa”, acrescentou.

Em comunicado, a PJ adianta que a operação Máfia do Oeste, do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, realizou várias buscas domiciliárias “em diversas localidades da zona centro” que terminaram com a detenção das sete pessoas, “presumíveis autores materiais de crimes de burla qualificada, furto e viciação de veículos, recetação, associação criminosa e branqueamento de capitais”.

A PJ apreendeu “diversos veículos, vários computadores e pen, muita documentação comercial, carimbos, sobre firmas clonadas e uma arma de fogo”.

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