Paulo Bento diz que um líder “deve ser o último a desmotivar”

O selecionador nacional de futebol, Paulo Bento, sublinhou numa aula no ISPA – Instituto Universitário sobre “Treino de Liderança e Desenvolvimento de Equipas” – que “um líder deve ser o último a desmotivar”.

“Quando sentimos que somos mais parte do problema do que da solução, o melhor é fazer as malas e ir embora”, disse Paulo Bento, numa sessão com mais de meia centena de alunos do ISPA, em Lisboa.

O treinador, sem referir explicitamente a experiência no Sporting, que abandonou em novembro de 2009, acrescentou que, “quando se chega a uma altura e os resultados não ajudam e há coisas que se tornam mais expostas, gera-se mais desgaste e mais situações de conflito”.

Aludiu ainda a “fatores externos”, como opiniões de comentadores e a ação da imprensa e de “outros agentes como os empresários”, factores que, sublinhou, “podem prejudicar e colocar em causa uma liderança”.

Sempre com um discurso abstrato, Paulo Bento respondeu a várias questões colocadas pelos alunos de cursos de pós-graduação do ISPA, salientando que um líder tem de ter os princípios básicos do “respeito, da frontalidade e da solidariedade”.

“Um líder não deve julgar de qualquer forma aqueles que lidera, porque o líder também erra. E deve comunicar para evitar que se possam admitir certos erros”, disse, revelando que “um líder também precisa de alguma solidão para procurar a reflexão”.

Paulo Bento defendeu que um líder deve ter “competências na área técnica e na de gestão” e sobre as “estrelas” nas equipas apenas disse que “não fazem tudo sozinhos”.

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