PSD acredita que ajuda à Irlanda acalmará pressão sobre Portugal

Nogueira Leite, conselheiro económico do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho
“A ajuda a esse país não elimina os nossos problemas e a economia portuguesa e as finanças públicas portuguesas vão novamente estar a ser severamente escrutinadas, a partir do momento em que a situação irlandesa estabilize”, disse à agência Lusa Nogueira Leite.
O economista social-democrata acredita que no curto prazo, como já aconteceu em casos anteriores, se assistirá a “uma acalmia” da pressão sobre a Zona Euro e a dívida da Irlanda, admitindo “no curtíssimo prazo” uma melhoria também relativamente à situação da dívida portuguesa, porque o foco vai estar agora na Irlanda.
Porém, considera que Portugal continua altamente dependente da sua própria capacidade para fazer “os ajustamentos” que têm servido de base aos compromissos com os parceiros europeus e, internamente, “em sede parlamentar”.
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Junker, afirmou hoje que as acções especulativas dos investidores contra Portugal e Espanha não têm justificação.
“Objectivamente, as acções especulativas contra Portugal e Espanha não se justificam, embora não possam ser excluídas”, defendeu Junker, primeiro-ministro luxemburguês, numa entrevista à RTL Luxemburgo, citada pela agência financeira Bloomberg.
Juncker salientou também que os casos da Irlanda e de Portugal são diferentes porque a banca portuguesa “continua de relativa boa saúde”.
No domingo, a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) responderam favoravelmente ao pedido de ajuda de até 90 mil milhões de euros apresentado pela Irlanda, segundo país da Zona Euro a beneficiar este ano de um plano de auxílio, após a Grécia.
A ajuda à Irlanda é justificada para “salvaguardar a estabilidade financeira da União Europeia e da Zona Euro”, declararam, em comunicado, os ministros das Finanças da Zona Euro e de toda a União Europeia, após uma reunião convocada de urgência, depois de Dublin ter oficializado o pedido de ajuda.
Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7) também acolheram positivamente a decisão do Governo irlandês de aceitar o plano de financiamento da UE e do FMI.




