WikiLeaks tem nova morada na Internet após seis horas de interrupção

O site WikiLeaks, que desde domingo está a divulgar telegramas norte-americanos, voltou hoje a estar acessível num novo endereço (wikileaks.ch) após seis horas de interrupção a nível mundial, noticiou a agência francesa AFP. “O WikiLeaks mudou-se para a Suíça”, anunciou o grupo na rede social Twitter.

O fornecedor de serviço de domínios EveryDNS.net (Domain Name System, DNS) tinha anunciado anteriormente em comunicado ter interrompido o serviço ao WikiLeaks na sequência de ataques maciços contra o site de divulgação de documentos secretos.

EveryDNS.net forneceu um serviço de sistema de nome de domínio ao wikileaks.org até às 3h00 TMG (mesma hora em Lisboa), altura em que este serviço foi interrompido, de acordo com um comunicado no site EveryDNS.net. Agora o site está disponível em wikileaks.ch.

Empresas como a EveryDNS.net fornecem nomes de domínios e transformam-nos em endereços IP (Internet Protocol), que indicam o local de um determinado equipamento (normalmente computadores) numa rede privada ou pública. Quando o serviço é interrompido, o “site” é desativado.

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, o WikiLeaks reconhece que o seu domínio foi “morto” pelo EveryDNS.net.

O WikiLeaks começou no domingo a divulgar cerca de 250 mil despachos diplomáticos confidenciais morte-amereicanos, causando forte embaraço a vários governos.

O WikiLeaks afirma que tem sofrido interrupções desde que começou a divulgar milhares de telegramas confidenciais dos Estados Unidos.

De acordo com a AFP, o site Wikileaks continua alojado em França, nos servidores da sociedade OVH, e na Suécia.

Assange pode ser detido em breve

Ao mesmo tempo que o site foi encerrado, a Scotland Yard anunciou à imprensa britânica que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, poderá ser detido no sábado.

A Interpol indicou na terça-feira ter emitido um mandado de captura internacional contra Julian Assange, procurado na Suécia no âmbito de uma investigação por “violação e agressão sexual” a duas mulheres.

A 18 de novembro, a justiça sueca lançou um mandado de captura contra o australiano de 39 anos para o interrogar “por suspeitas razoáveis de violação, agressão sexual e coerção”, crimes alegadamente cometidos em agosto deste ano.

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