Paulo Portas diz que que “Novas Oportunidades” não podem significar “novas facilidades”

O Parlamento debate hoje uma iniciativa do CDS-PP para garantir que todos os alunos estejam em igualdade de circunstâncias no acesso ao superior, com Paulo Portas a defender que o programa “Novas Oportunidades” não pode significar “novas facilidades”.
“Para jovens da mesma geração que procuram o mesmo curso, há uns que são obrigados a um esforço nos exames maior, a um esforço mais rigoroso na avaliação contínua, e outros que são dispensados desses esforços”, declarou Paulo Portas.

O diploma do CDS-PP repõe o regime que vigorou até 2006 definindo os exames aplicáveis aos “alunos de todos os cursos do nível secundário de educação”.Segundo Paulo Portas, com o regime em vigor, verificam-se “desigualdades” entre os alunos que terminam o secundário e querem aceder ao ensino superior e os que concorrem após terem completado a chamada certificação de competências através do Programa Novas Oportunidades.

 

“Uma coisa é a intenção original das Novas Oportunidades, outra coisa é transformar as novas oportunidades em novas facilidades que depois terminam em novas desigualdades”, considerou.

Paulo Portas defendeu que “o sistema de ensino não deve dar um sinal de diminuir o esforço ou de diminuir a exigência”, numa altura em que “um dos maiores problemas do país é a produtividade” e a competitividade da economia.

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