Portugal pode ter de emprestar 774 milhões à Grécia

O Governo português confirma que poderá ser chamado a emprestar 774 milhões de euros à Grécia.

Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, os Países da Zona Euro estiveram hoje reunidos, por vídeo conferência, e acertaram os pormenores para o acordo que prevê à ajuda à Grécia de 30 mil milhões de euros.

O fundo só será accionado se o Governo de Atenas não conseguir contrair mais empréstimos nos mercados internacionais, que exigem taxas de juro cada vez mais elevadas.

Na reunião de hoje, os ministros europeus clarificaram que Atenas poderá receber este dinheiro com base em empréstimos bilaterais, a uma taxa de 5%, e que poderá ainda aceder a verbas do Fundo Monetário Internacional (FMI) na ordem dos 15 mil milhões de euros, a juros ainda mais baixos.

Esta decisão representa a clarificação quase definitiva do mecanismo de ajuda prometido há várias semanas pelos líderes da União Europeia, mas cuja indefinição não conseguiu acalmar a voracidade dos mercados em relação à Grécia.

O anúncio do acordo foi feito em Bruxelas pelo presidente da Zona Euro, Jean-Claude Juncker, que clarificou igualmente que, se este mecanismo for activado por Atenas, os outros 15 países da moeda única concordaram todos em participar.

O esforço financeiro será repartido com base na percentagem de participação de cada país no capital do Banco Central Europeu (BCE), sem contar com a Grécia, o que significa que o contributo português será de 2,58%, ou seja, 774 milhões de euros.

Este dinheiro será recuperado, com juros, e não penalizará Portugal nem outros países com défices elevados na hora de avaliar as respectivas contas públicas.

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