Ramalho Eanes diz que recusou várias propostas de bancos para compra de acções

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes disse hoje ter sido contactado por bancos, nenhum deles o BPN, que lhe propuseram que detivesse acções ao preço dos acionistas de referência, mas que recusou sempre.

Em Setúbal, durante uma ação de campanha do candidato presidencial Cavaco Silva, a cuja comissão de honra preside, Ramalho Eanes considerou que a questão das ações da SLN que foram detidas por Cavaco Silva “devia ser esclarecida, mas não devia ser explorada”, acrescentando que, na sua opinião pessoal, o assunto “está suficientemente esclarecido”.

A este propósito, Ramalho Eanes falou da sua experiência com as instituições bancárias: “Eu não sou um homem que tenha um grande aforro, mas tenho sido contactado ao longo da minha vida pelos bancos e quando eu digo ‘bom, eu não tenho dinheiro para aforrar’ eles dizem ‘não, não, mas nós gostaríamos muito que você fosse nosso cliente, porque isso dá uma certa imagem ao banco'”.

Questionado se foi alguma vez contactado pelo BPN, respondeu: “Nunca fui contactado pelo BPN, mas tenho sido contactado por alguns bancos para ser cliente, e tenho dito sistematicamente que não”.

“E quando a pessoa individualmente diz ‘bom, não tenho meios’ eles dizem ‘a gente faz as acções ao preço dos acionistas de referência'”, adiantou.

Ramalho Eanes não quis “fazer juízos” sobre o preço de um euro a que Cavaco Silva comprou ações da SLN em 2001, que seriam vendidas em 2003 por 2,40 euros.

No seu entender, esta questão “lança, de alguma maneira, uma nuvem sobre aquilo que realmente importa discutir”, o crescimento económico, o endividamento externo, o desemprego e a miséria.

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