Portugal mais do que duplicou a produção de azeite em 20 anos
Nos últimos 20 anos, Portugal mais do que duplicou a produção de azeite, de 26 mil toneladas para 68 mil, ao mesmo tempo que reduziu para metade o total de lagares, revelou hoje o ministro da Agricultura.
Em 1990, que constituiu “o ponto mais baixo que se conhece de produção de azeite”, Portugal possuía “quase mil lagares”, para produzir “26 mil toneladas” daquele produto alimentar, lembrou o ministro António Serrano.
Mas, passados cerca de 20 anos, tendo em conta dados do final de 2009, o país já tinha reduzido para metade o número de lagares, ou seja, “para pouco mais de 500”, aumentando a produção de azeite para as “68 mil toneladas”.
“A maior parte dos lagares existente hoje no país é moderna, com tecnologia mais avançada, e estamos a recuperar a produção das décadas de 60 e 70”, frisou o ministro da Agricultura.
E a produção de azeite “continuou em crescendo” no ano passado, garantiu o ministro, afirmando que o objetivo, neste setor, passa por “atingir as 110 ou 120 mil toneladas de azeite” no espaço dos “próximos três anos”.
António Serrano falava à Agência Lusa à margem da inauguração do novo lagar da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, no Baixo Alentejo.
O investimento rondou os cinco milhões de euros, dos quais 1,6 milhões em apoios do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), e permitiu a modernização e ampliação do lagar, situado em Brinches, concelho de Serpa.
“Este é mais um exemplo concreto daquilo que o setor está a fazer nos últimos anos, em termos de modernização, e faz parte da estratégia que tem vindo a ser seguida de recuperação da produção de azeite em Portugal”, sublinhou.
O “grande objetivo”, segundo o governante, passa por tornar o país “autossuficiente” ao nível de “um produto em que Portugal tem condições de produção” e cuja qualidade é “cada vez mais valorizada” também pelo “mercado internacional”.
“Este setor está a caminhar a passos largos para a autossuficiência, mas está também já a aumentar as exportações. Há muitos produtores portugueses que já estão a colocar os seus azeites no mercado internacional”, disse.
Para o ministro, este é um “caminho positivo” pelas características de todo o setor agroalimentar, que “é importante para as exportações” e, ao mesmo tempo, para “reduzir as importações do país e contribuir, assim, para a melhoria da balança comercial nacional”.
Por isso, estimando que Portugal já possa ser autossuficiente “na próxima campanha olivícola”, António Serrano insistiu, contudo, na necessidade de aumentar ainda mais a produção para melhorar as exportações.
“Temos que aumentar ainda mais a nossa produção para continuarmos a exportar”, porque o azeite nacional “é de grande qualidade, de norte a sul do país”, frisou.




