Abstenção elevada na África do Sul
Apenas a cidade costeira de Durban está a ser excepção.
A tendência abstencionista dos portugueses da África do Sul nas eleições portuguesas parece estar a confirmar-se nestas Presidenciais, com a cidade costeira de Durban a ser a excepção a meio do dia de domingo, escreve a Lusa.
Em Joanesburgo, apenas 286 votos foram contabilizados na urna do Consulado-geral de Joanesburgo desde a abertura das urnas, sábado, até às 10h00 horas locais de domingo (08h00 de Lisboa).
Naquele que é o maior consulado português na África do Sul, situado na região com a maior concentração de portugueses e luso-descendentes e onde estão recenseados 4.571 eleitores, votaram nas últimas Presidenciais 1.120 portugueses.
Em Durban, que entretanto passou a consulado-honorário, a tendência inverteu-se. Enquanto que em 2006 apenas 46 eleitores votaram, no presente acto eleitoral já foram contabilizados mais de 60 votos até às 13h00 horas locais (11h00 de Lisboa).
O cônsul-honorário Elias de Sousa garante que vários foram os eleitores que compareceram na assembleia de voto mas que por motivos diversos não tinham actualizado o seu registo e como tal não puderam votar.
«Essas pessoas, que desde ontem têm comparecido sem terem tido oportunidade de exercer o seu dever cívico, irão, após as eleições, actualizar o seu recenseamento, uma vez que a sua vontade de participar é grande», salientou Elias de Sousa.
Em Joanesburgo, Cidade do Cabo, Durban, Pretória e Windhoek, capital da Namíbia mas que cai sob a jurisdição da embaixada de Portugal em Pretória, as urnas encerram às 20h00 horas locais (18h00 horas de Lisboa).




