Aumenta o número de bolsas de estudo recusadas na Universidade de Coimbra

O número de pedidos de bolsas de estudo recusados na Universidade de Coimbra (UC) aumentou este ano, situando-se actualmente nos 31,5%, e o valor das bolsas atribuídas baixou, disse à Lusa fonte da instituição.

Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos Serviços de Acção Social da UC, adiantou que no último ano lectivo os indeferimentos foram de 21%, enquanto este ano se situam nos 31,5 %, quando já foram decididos 2.705 dos 6.487 pedidos.

Dos pedidos de bolsas já apreciados, 1.865 foram aceites e 840 recusados, precisou.

A bolsa média no último ano lectivo foi de 210 euros e este ano é de 200 euros, mas a redução é mais sensível do que a média indicia, já que, com o actual regime, deixaram de ter direito os estudantes com bolsas mais baixas.

Jorge Gouveia Monteiro frisou que “os mais penalizados são alunos com rendimentos mais baixos”, acrescentando que um estudo efetuado pelos serviços revelou que 79% dos que este ano voltaram a pedir bolsas viram o seu montante baixar, e que apenas 21% tiveram um aumento.

Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, segundo o seu responsável, estão a desenvolver esforços para concluir a apreciação dos 6.487 pedidos de bolsas até ao final deste mês.

Na Universidade de Coimbra estão este ano inscritos 22.596 estudantes, sendo cerca de 19 mil os de nacionalidade portuguesa.

Entretanto, os Serviços de Acção Social das instituições do ensino superior estão na expectativa para saber se a Assembleia da República aprova uma nova lei para o corrente ano, ou só para o próximo, que venha alterar os critérios de atribuição de bolsas de estudo, na sequência de um projecto-lei anteriormente aprovado, da iniciativa do CDS-PP.

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