Mesão Frio: Investimento de 6 ME em hotel de charme de Cidadelhe

A construção do hotel de charme de Cidadelhe, Mesão Frio, começou no mês de janeiro, inserindo-se num projeto público-privado que inclui ainda a recuperação de um castro, vai custar seis milhões de euros e criar 25 postos de trabalho.

O projeto da aldeia de Cidadelhe envolve a Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN), a Câmara de Mesão Frio e a empresa Prata Parque, composta por seis acionistas e com sede em Lousada.

Vasco Fonseca, acionista da Prata Parque, disse que começou a ser construído este mês um hotel de cinco estrelas, com 40 quartos, que representa um investimento de cerca de cinco milhões de euros, financiados a 70 por cento pelos fundos comunitários.

Para o empresário, investir “numa altura de grave crise económica consubstancia um risco, obviamente. Mas a solução para a crise que ora atravessamos terá sempre, no nosso entendimento, que passar pela iniciativa privada”, sublinhou.

Esta obra deverá estar concluída em junho 2012, criando 25 postos de trabalho.

O hotel manterá a traça original do antigo solar seiscentista da Quinta do Paço de Cidadelhe, adquirida pela empresa juntamente com todo o espólio, possuirá ainda biblioteca, uma capela interior, SPA, sala de conferências, restauração, bar e duas unidades museológicas.

Uma dessas unidades irá mostrar ao público o espólio de Almeida de Carvalhais, bibliógrafo musical que escreveu “Inês de Castro na Ópera e na Coreografia Italianas” e “Marcos de Portugal na Sua Música Dramática”, para além de outros inéditos.

Como resultado da parceria com as entidades públicas, irá nascer um pequeno centro de acolhimento para o castro de Cidadelhe, onde será também guardado o resultado das escavações arqueológicas que irão decorrer naquele monumento classificado como imóvel de interesse público.

A DRCN já explicou que as ruínas do castro vão ser recuperadas, o espaço vai ser vedado e serão introduzidas espécies arbóreas autóctones para a criação de um parque na zona envolvente.

O projeto “De Aliobriga a Cidadelhe” vai custar cerca de um milhão de euros, e conta com uma comparticipação de 700 mil euros do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 – O Novo Norte).

Para o presidente da Câmara de Mesão Frio, Alberto Pereira, com o início dos trabalhos da construção do hotel “foi dado o pontapé de saída rumo a um futuro melhor”.

Depois de anos sem “o menor investimento”, o autarca destacou a importância deste empreendimento porque diz que vai “dar aqui um golpe duro na taxa de desemprego” que afeta este concelho porta de entrada no Douro vinhateiro.

Refira-se ainda que a mesma estrutura acionista da Prata Parque constituíram a PratiPlural – Sociedade Agrícola e Comercial, SA., para o desenvolvimento da parte agrícola da quinta de Cidadelhe, onde já foram plantados 20 hectares de vinha, que deverão estar em produção de DOC Douro dentro de dois anos.

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