Paulo Rangel defende abstenção do PSD na votação da moção de censura

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel defendeu hoje a abstenção do partido na votação da moção de censura do Bloco de Esquerda ao Governo, que considerou “uma chantagem política”

“Eu defendo que o PSD se abstenha no sentido em que continua a ser uma força crítica do Governo e, por isso, não o deve apoiar, mas também não deve apoiar a chantagem do Bloco de Esquerda”, afirmou à agência Lusa Paulo Rangel.

O antigo candidato à presidência do PSD admitiu, no entanto, que o sentido de voto poderia mudar se, em fevereiro, o Governo tivesse “alguma falha” que o justificasse.

“Apesar de considerar que deve haver uma abstenção, admito que possa haver uma reserva caso ocorra algum facto nacional ou internacional ou que o Governo tenha uma falha grave que o justifique”, ressalvou.

O líder do BE, Francisco Louçã, anunciou na quinta-feira que vai apresentar uma moção de censura ao Governo, que quer ver discutida a 10 de março, um dia depois de Cavaco Silva tomar posse para um segundo mandato como Presidente da República, voltando a ser possível a dissolução do Parlamento.

Hoje, o BE clarificou que a moção de censura que vai apresentar no Parlamento será dirigida também contra o PSD e defenderá “uma visão própria da sociedade e da política portuguesa.

“O Bloco de Esquerda anda numa baralhação e numa roda viva de contradições. A figura de moção de censura não existe para a oposição. Não se conhece nenhuma”, apontou Paulo Rangel.

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