Piratas usam CMVM para atacar investidores

Ataques de phishing usam nomes de bancos e envolvem o regulador da bolsa.

É a prova de que nenhuma instituição está a salvo de ver o seu nome usado em operações de ataques electrónicos. Os bancos já são vítimas habituais em Portugal, mas agora, os piratas usam também o nome da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para tentar atacar os investidores.

O regulador da bolsa viu-se obrigado a emitir um aviso, onde «alerta os investidores e o público em geral que estão a circular mensagens falsas de correio electrónico, de phishing, como pertencentes a bancos portugueses, nas quais é confirmada a realização de operações financeiras e utilizado o nome da CMVM».

O phishing é um tipo de ataque onde os piratas enviam mensagens electrónicas fazendo-se passar por outras instituições (bancos, empresas, etc.). O objectivo é enganar as vítimas, levá-las a clicar em ligações perigosas ou a fornecer dados pessoais e, muitas vezes, confidenciais.

«Estas mensagens são falsas e destinam-se a induzir as vítimas a instalar, mediante a activação de um hiperlink, um software malicioso através do qual o conteúdo dos respectivos computadores passa a estar acessível a terceiros», explica a CMVM em comunicado.

Quem receber estas mensagens e antes de abrir o hiperlink nelas contido e que respeita ao comprovativo de uma alegada operação, deve confirmar a sua autenticidade junto do banco aí referido.

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