Benfica vence Paris Saint-Germain por 2-1

O Benfica venceu os franceses do Paris Saint-Germain, por 2-1, no Estádio da Luz, em Lisboa, na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa de futebol.

A equipa parisiense colocou-se em vantagem, aos 14 minutos, por intermédio de Luyindula, aproveitando o desacerto “encarnado”, mas o uruguaio Maxi Pereira, aos 42, apontou o golo 150 do Benfica na UEFA/Liga Europa, e o argentino Jara, já aos 81, conseguiu a vantagem para a visita ao Parque dos Príncipes, em Paris, a 17 de março.

Com o triunfo – o 10. das “águias” em 21 jogos contra gauleses, sem nunca perder em casa diante de equipas do “Championnat” -, o Benfica completou o “triplete” luso, após vitórias (1-0) de Sporting de Braga (1-0), em receção ao Liverpool, e FC Porto, em visita ao CSKA Moscovo (1-0).

O treinador do Benfica, Jesus, ao contrário do homólogo Kombouare, apresentou o 4-1-3-2 mais forte, mas o mais desgastado também, destacando-se Carlos Martins a tentar organizar, rodeado pelos trabalhadores médios contrários, além do “sempre em forma” lateral esquerdo Fábio Coentrão.

Após a dececionante visita a Braga (derrota por 2-1), que colocou o FC Porto com 11 pontos de vantagem na Liga portuguesa, as facilidades encontradas pelos argentinos Sálvio e Gaitan, amparados por Maxi e Coentrão, tardaram em resultar e contribuíram para o relaxe generalizado.

Tanto deslumbramento e desconcentração permitiram o golo dos visitantes que até aí nada tinham feito, mantendo o seu 4-3-3 na expetativa, sem algumas “peças”, guardadas para melhorar a quinta posição na “Ligue 1”.

Aos 14 minutos, o brasileiro Nené conduziu a bola do flanco esquerdo até à “meia lua”, perante a passividade da defesa “encarnada”, e serviu Luyindula, que ganhou a posição a Fábio Coentrão e bateu Roberto, inaugurando o marcador.

O jogo continuou atabalhoado e Sidnei, com uma primeira parte para esquecer, protagonizou uma quase “cabeçada” a Luisão, concedendo nova oportunidade de golo ao PSG, mas o turco Erdinç, novamente servido por Nené e já depois de ter obrigado Roberto a defesa apertada, atirou ao poste, aos 16.

Aos 29, outro erro de Sidnei e foi Roberto a defender a custo o remate de Chantôme, enquanto o Benfica pouco ou nada produzia após a equipa gaulesa acertar com as movimentações laterais, resumindo-se a actividade das “águias” a dois remates perigosos do paraguaio Cardozo defendidos pelo arménio Apoula.

Até que houve “cinco minutos à Benfica”, os últimos da primeira parte: mais velocidade e trocas de bola e, aos 42, Martins descobriu Maxi em movimento diagonal, entre a defesa do PSG e o lateral recebeu com o peito e fuzilou o ângulo superior direito da baliza de Apoula, empatando a partida (1-1).

Na segunda parte, o Benfica apresentou-se novamente atormentado por alguns “demónios”, parecendo estranhar a falta de ilusão em relação ao título nacional, mas a cada mudança de ritmo dos “encarnados” correspondia a sensação de que o golo chegaria mais tarde ou mais cedo, embora o árbitro checo tivesse negligenciado uma falta merecedora de penalti sobre Saviola, aos 72.

Foi já com Aimar e Jara nos postos de Gaitan e Sálvio que o Benfica conseguiu a vantagem. O “n10” foi ludibriando adversários e entregou ao compatriota que, em vez de “tabelar” com Saviola, optou pelo gesto individual e o remate rasteiro bem sucedido, aos 81.

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