Acidentes nas centrais nuclear nipónicas são muito diferentes dos de Chernobyl, garantem cientistas russos

Especialistas do Instituto Kurtchatov de Moscovo, o maior centro russo de investigação nuclear, consideram que está excluída qualquer possibilidade de nas centrais atómicas japonesas ocorrer algo semelhante ao que aconteceu na Central Nuclear de Chernobyl em 1986.

A explosão do reator do quarto bloco da Central Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, provocou a sua destruição e a libertação de nuvens radioativas que afetaram milhares de pessoas e poluíram grandes áreas da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia.

Nos reatores japoneses não há grafite e, por conseguinte, não há nada para arder“, disse à agência ITAR-TASS o académico Evgueni Velikhov, presidente do Centro Kurtchatov e um dos especialistas que participou nas operações de combate às consequências da tragédia de Chernobyl.

O especialista chamou ainda a atenção para o facto de os reatores japoneses estarem protegidos por uma cobertura de betão armado e serem arrefecidos com água, o que também não acontecia em Chernobyl.

Também o professor Alexei Iablokov, fundador da organização “Greenpeace da Rússia”, tem a mesma opinião: “Hoje, qualquer reator está protegido por uma cobertura de betão armado, coisa que não existia em Chernobyl, e isso determina a envergadura da tragédia“.

Segundo acrescentou, a cobertura é “tão resistente que deve aguentar o choque de um avião e evitar a fuga de radionuclidos em caso de avaria do reator“, acrescentou.

Além disso, em Chernobyl foi destruído o reator e parece que no Japão isso não aconteceu“, frisou.

A Agência de Energia Atómica da Rússia não vê razões para receio de poluição radioativa dos territórios russos próximos do Japão, mas o Ministério para Situações de Emergência da Rússia está a postos e a realizar medições do nível de radioatividade de duas em duas horas.

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